Leituras e subsídios para a homilia do IV Domingo da Quaresma (Ano C)
Não é difícil explicar o porquê da dificuldade em admitir a ideia de graça e de sua recusa instintiva por parte do homem moderno. Salvar-se “pela graça” implica em reconhecer a dependência de cada um e isso se mostra muito difícil. É bem conhecida a afirmação de Marx: “um ser não se considera independente a menos que seja seu próprio senhor, e ele só o é quando deve sua existência a si próprio. Um homem que vive graças ao favor de outrem deve ser considerado um ser dependente [...]. Mas eu viveria completamente pela graça de um outro, se este houvesse criado minha vida, se este fosse a fonte de minha vida e esta não fosse minha própria criação”
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Em comunhão com a Igreja, neste Ano Sacerdotal, realizamos nosso momento de adoração ao Santíssimo Sacramento pedindo pela santificação de nossos padres. A Igreja precisa de numerosos e santos presbíteros, que sejam “homens consagrados a Cristo, sumo e eterno sacerdote, para pregar o evangelho, apascentar os fiéis e celebrar o culto divino, como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento”
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Publicamos a seguir uma Via-Sacra com reflexões de São Josemaría Escrivá e orações do então Cardeal Ratzinger, composta pelo Motus Liturgicus e Salvem a Liturgia. O texto já se encontra em formato de livro, pronto para impressão.
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Como deve ser o sacerdote do terceiro milênio? Como aquele do primeiro e como aquele do segundo, isto é, como Cristo o quis. É importante que seja capaz de interpretar os sinais dos tempos e de viver dentro da cultura do seu tempo como servo do Cristo, do seu Evangelho, da sua Igreja. Que é sempre idêntica àquela de ontem e àquela de amanhã.
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Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro.
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A partir desta semana, estaremos disponibilizando no Presbíteros um formulário de Preces para a Santa Missa Dominical, de acordo com as leituras do dia. O link para as Preces poderá ser encontrado junto com os Roteiros Homiléticos da semana. O primeiro pode ser visto aqui: Preces para o VI Domingo do Tempo Comum – Ano C.
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Cada gesto, cada disposição, cada atitude do corpo e do espírito, cada objeto utilizado na liturgia devem ser uma manifestação deste fato: não celebramos nós mesmos ou nossa comunidade. Nosso culto está dirigido a Deus Pai, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Este culto em espírito e verdade nos santifica e nos abre à vida eterna.
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No Novo Testamento (Mc 1,29-31; Mt 8,14-15; Lc 4, 38-39; 1 Tim 3,2, 12; Tit 1,60) evidencia-se que pelo menos o Apóstolo Pedro se casara e que bispos, presbíteros e diáconos da Igreja Primitiva com frequência eram homens de família. Também se evidencia da epigrafia, do testemunho dos Padres, da legislação sinodal, de decretais papais e de outras fontes que, nos séculos seguintes, clérigos casados, em maior ou menor número, constituíam elementos normais na vida da Igreja. Sabemos até de papas casados.¹ Paradoxalmente, porém, em face desse fato incontroversível, temos de desistir de presumir que esse fato excluía necessariamente a co-existência de uma disciplina de celibato obrigatório.
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A liturgia não pode e não deve ser uma ocasião de conflito entre aqueles que acham bom só o que veio antes de nós e aqueles que, pelo contrário, quase sempre acham ruim o que veio antes. A única atitude que nos permite ater-nos ao autêntico espírito da liturgia, com alegria e apreciação espiritual verdadeira, é considerar a liturgia do presente e do passado da Igreja como o mesmo patrimônio em contínuo desenvolvimento.
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Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios - adquirido já no período de formação - com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor.
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